
choramos no carnaval
não vemos graça nas gracinhas da tv
morremos de rir no horário eleitoral
sábado, 5 de fevereiro de 2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
Sem beijo de despedida
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Saudade do que não foi.
Ela fala por todas as coisas que buscava e encontrava em uma só pessoa. Os dias amanheciam coloridos, com cara de férias de escola, porque ela sabia que logo ele estaria lá, explosivo, emotivo, apaixonado por tudo, brilhando à luz do sol. E todo mundo olhava, e ela sorria, e sabia o quanto ele a entorpecia com o veneno mais doce, dando-lhe a agradável sensação de estar viva. Ele a carregava pela casa e brigavam de mentirinha. Ela sempre sabia o que dizer e ele ficava surpreso, e os dois acalmavam-se no mais tenro laçar de braços. E o tempo passava doce e calmo por entre dois sorrisos. Ele não exigia o amor dela e ela não exigia o amor dele, mas o amor, porém, os abraçava todos os dias sem que precisassem pedir. Linda Gabriela. Não sabe que esse poema é para ela, sem que exista, embora real na doçura do encontro de dois corpos. Ela tem costume de ter saudade do que nunca aconteceu. E ele pensa nela todos os dias. E isso tudo foi amor.
sábado, 13 de novembro de 2010
Flores amarelas.
Acho que eu era uma criança estranha. Lembro-me de um dia q saí de bicicleta. Aquela bicicletinha cor-de-rosa com um cestinho branco na frente. Fui até um terreno onde tinha flores amarelas e colhi umas quantas e coloquei-as no cestinho da bicicleta. Então, eu parei em uma calçada perto de casa, e entregava uma flor para todo mundo que passava, mesmo não conhecendo ninguém. Eu lembro que algumas mulheres sorriam. Talvez fosse isso que eu queria, ver um sorriso no rosto das pessoas. E eu apenas sorria de volta. Mesmo que elas achassem estranha essa atitude, ainda mais vinda de uma menininha de seis anos. Mas eu fico pensando no porque de tantos anos depois a lembrança desse dia continuar tão viva em minha memória. Talvez está querendo dizer que essa menininha estranha ainda sou eu, apenas crescida. Mas ainda cheia de sonhos, com vontade de mudar o mundo. Eu sei que aquelas flores que distribuí não mudaram o mundo, mas eu lembro o quanto me senti importante por isso.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Tem lugar pra mim?
Tudo aquilo que eu quero falar pra você. Tudo o que faz parte do que te torna grande. Toda a tua calma e todo brilho dos teus olhos. Todo pensamento meu que te alcança. Todos os sorrisos que tu colocas em teu rosto. Toda a paz que me dá. Toda a graça quando tudo está sem graça. Toda vez que trocas a musica. Todas as músicas que me lembram você. Toda chuva calma. Toda calmaria. Todas as letras do teu nome em minha testa. Toda vergonha em cada silêncio. Todo meio-abraço. Todas as vontades. Todos os segredos. Toda a beleza, todo sentimento em cada respiração. Tudo aquilo que eu quero falar pra você. Tudo aquilo que ainda não falei. Subentendido.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
paraíso virtual.
